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A dinâmica de uma organização é suportada por processos quer internos (ordens de trabalho, marcação de férias, etc) quer externos (orçamentos e faturas a clientes, por exemplo) e até à pouco tempo a materialização destes processos era feita sob a forma de papel impresso, geralmente com muitas cópias.
O papel impresso, como objeto físico que é, implica automaticamente um sem numero de custos onde se incluem a sua produção, a sua manipulação e, muitas vezes ignorados, o seu armazenamento e a sua destruição.
O surgimento das redes informáticas alargadas a todas as organizações (intranet, extranet, etc) e os sistemas de informação baseados em protocolos e normas standard vêm permitir novas formas de abordar os processos de uma organização daí decorrendo naturalmente a necessidade de repensar os documentos como simples papel impresso.
Esta facilidade de comunicar instantaneamente entre todos os atores num determinado processo permite de imediato que o próprio processo seja equacionado e repensado.
Desta forma surgem os sistemas de gestão documental que, muito mais do que se limitarem a digitalizar e “arrumar” a correspondência, as faturas e outros papeis sob forma digital, elevam o documento ao estatuto de uma entidade viva dentro da organização.
Os documentos passam a ter vida própria: nascem, enviam alertas para os vários atores do processo, garantem a sua integridade, arrumam-se e destroem-se.
Daqui decorre ainda uma visão mais abrangente onde o documento deixa de ser apenas o documento que anteriormente se materializava numa folha de papel (fatura, por exemplo) devendo passar a considerar-se como documentos todos os conteúdos da organização sejam eles uma página do website da empresa, uma mensagem de correio eletrónico ou até o registo do cadastro do colaborador.
Um solução de Gestão Documental deverá então ser corretamente designada como uma solução de Gestão de Conteúdos Empresariais.
A sua análise, especificação, desenho e implementação deve ser feita sempre a partir da analise dos processos da própria organização ou seja da dinâmica da organização e dos respetivos colaboradores e parceiros em cada uma das suas relações.
Na vertente do software opensource, estão disponíveis no mercado algumas soluções para a implementação de um sistema de Gestão de Conteúdos Empresariais, devendo para a sua escolha ser analisado entre outros fatores:
Como requisitos fundamentais para um ECM encontramos então:
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plataforma para criar soluções ao invés de uma solução out-of-the-box
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plataforma orientada para os serviços disponibilizando API's a todos os níveis e disponibilizando interfaces standards como CMIS, Soap, Rest, etc
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ser modular e extensível desde o core
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linguagem de desenvolvimento “standard” tipo java com ferramentas eficientes de de desenvolvimento e multi plataforma
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não deve ser só uma forma de armazenar os documentos mas também permitir o desenvolvimento de interfaces à medida das necessidades: aplicações web com as várias tecnologias, Rich applications (flex, etc), móveis
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ser multi plataforma inclusive poder ser executada na nuvem.
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